lunedì 19 luglio 2010

Filmes na Itália (1)

Estreando esta sessão, vou colocar a dica de uma colega de italiano: Cartas para Julieta. O filme tem cenas em Verona e Toscana.


sabato 17 luglio 2010

Tra passato e futuro

Mais de 120 anos depois vou fazer o caminho inverso dos meus bisavós e de milhares de imigrantes italianos que chegaram aqui. Graças a eles eu vou ter a oportunidade de conhecer um país que é berço da civilização, me sentindo cidadã daquela terra. Por isso, vou fazer um post especial, que mostra como os Lazzari chegaram e se proliferaram pelo Brasil.

Em 1887 chegou a família Lazzari

Muitas famílias com o sobrenome LAZZARI se estabeleceram no Rio Grande do Sul a época da imigração italiana. Ao que se sabe, algumas eram procedentes de Treviso, na região veneta, e outras de Cremona, na Lombardia.

Na Colônia Alfredo Chaves, hoje Veranópolis, a Comissão de Divisão de Terras assetnou no final de 1887, no lote número 96 de Linha Marquês do Herval (Capela Nossa Senhora das Graças), o casal de “contadini” PIETRO ANGELO LAZZARI (1861-1938) e ANNA MARGINI (1860-1902), procedente de Motta Baluffi, Cremona.



Segundo dados constantes do passaporte nº 19 (registro nº 2), expedido em Cremona em 15 de setembro de1887, Ângelo era filho (único) de Paolo Lazzari, tinha estatura média, 26 anos, cabelos e olhos castanhos. Anna, por sua vez, era filha de Leonardo Margini e tinha 27 anos. Junto com o casal, vieram para o Brasil quatro filhos: Ettora Vincenzo, de quatro anos, Teresa Catterina, de dois, Giuseppe Antonio, de um ano e dois meses, e Mariana Riopardo Lazzaro, que nasceu durante a travessia atlântica.



A família Lazzari deixou o porto de Gênova em 19 de outubro de 1887, chegando à ilha das Flores, no Rio de Janeiro, em 15 de novembro, numa travessia que durou 28 dias, a bordo, presume-se, do navio “Riopardo” (vide o segundo nome de Marina), fretado pela Trasporti Marittimi Stefano Opizzo, de Gênova. Naquela época, era cônsul geral do Império do Brasil em Gênova João Antônio P. Martins.



Ângelo chegou ao Brasil com 40 camisas de linho (gostava de se vestir bem), com certeza esbranquiçadas na última “licia”, uma semana antes da Páscoa de 1887, e muitos livros, entre eles a Bíbliacom ilustrações de Doré e romances de Xavier de Montepin. Junto com ele, também vieram a prudência, a ponderação e a cautela, características da tradição “contadina” cremones que ensina “a farei l passo quanto è lunga la gambá”. Paralelamente às suas atividades de agricultor, por ser dotado de certa cultura, ele ensinava as primeiras letras e o catecismo em italiano, é claro, aos filhos dos imigrantes, além de puxar o terço comunitário e encomendar mortos com a ajuda de Aníbala Manfrini. Era muito bem relacionado com as pessoas gradas de Bela Vista (hoje Fagundes Varela), distrito a que a Capela de Nossa Senhora das Graças estava jurisdicionada, entre elas, o intendente João Silveira.



Quatorze anos depois de se fixar no Brasil, em 1902, sua mulher Anna veio a falecer. Ela tinha 42 anos. Casou-se então, em segundas núpcias, com Martina Martinelli, de Nova Bassano, com quem não teve filhos.

DESCENDÊNCIA



Angelo e Anna tiveram oito filhos, hoje com descendentes espalhados pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Rio de Janeiro. Dos cinco filhos homens, todos deixaram dez descendentes, com exceção de Paulo Cataldo, que deixou 11. Das filhas, Teresa Catterina também deixou 10 descendentes.




ETTORE VINCENZO, nascido em 1833 em Motta Baluffi, casado com Josefina Domeneghini e, em segundas núpcias, com Maria Zanin, radicou-se inicialmente no lote 86 da Linha Marquês do Herval, depois em Caçadorzinho (Seara/SC), vindo a falecer em Palotina, no Paraná. Filhos: Ana (Nina), Helena, Luís, Maria, Gema, Atílio, Lino, Lídia, Carlos e Edith.

TERESA CATTERINA, nascida em 1885 em Motta Baluffi, casada com Júlio Spagnolo, um descendente de verenoses estabelecido no lote 91 da Linha Marquês do Herval. Filho: Artério, Basílida, Cândida, Adélia, Eiza, Flora, Guilherme, Isidoro, Leonilde e Amábile.

GIUSEPPE (BEPPO) ANTONIO, nascido em 1886 em Motta Baluffi, casado com Luíza Zandoná, e, em segundas núpcias, com Luíza Perin Zanette. Fixou residência no lote 94 da Linha Marquês do Herval, contíguo ao 96, de seu pai. Filhos: Arlinda Anna, Clarinda Maria, Ângelo, Gemiro, Fuliano, Aldérico, Zilda, Delize, Italina (freira) e Domingos.








MARINA RIOPARDO, nascida em 1887 em alto mar, morreu solteira.

LEONARDO, ferreiro de profissão, casado com Giudida Valente e, em segundas núpcias, com Josefina Perezin, fixou-se no lote nº 79 da Linha Marquês do Herval, adquirido da viúva de Isidora Martareilo. Filhos: Leonora, Leodoro, Albino, Vitório, Olímpio, Alice, Benjamin, Santo, Valdomiro e Arlindo.

CATARINA, casada com Dionísio De Nardi, estabeleceu-se em Pinheiro Preto (SC). Só teve uma filha: Irene.

ALBINA, casada com Paulo (Paolin) Caus, estabeleceu-se em Sede Ita, hoje município de Ita (SC). Filhos: Virgínia, Maria, Olímpio, Ângelo e Teolinda.

PAULO CATALDO, casado com a descendente de friulanos Virgínia Nalbo, filha de Serafim Nalbo e de Giovanna De Ros, ficou na casa paterna. Filhos: Elma, Richelmo (Alcides), Delcisa, Olímpia, Rinaldo, Teófilo, Maria, Adelar, Leduíno, Ângelo, Hilário, e Elida (freira). Paulo e Virgínia têm descendentes hoje radicados em Caxias do Sul, Bento Gonçalves, São Marcos, Lagoa Vermelha, Chapecó (SC), Joinville (SC), Cristalina (Goiás), além de Veranópolis.

Relatos de família dão conta de que dois primos de Pietro Ângelo se estabeleceram na Colônia Conde D´Eu, hoje Garibaldi. Eles se chamavam Giovanni e Carlo. É muito provável que eles tenham emigrado juntos, de vez que, com a fundação da Colônia Alfredo Chaves, em 1884, o fluxo migratório se deu nessa direção. É um assunto a ser investigado.

Nas vizinhanças do lote de Pietro Ângelo, fora, assentadas pela Comissão de Divisão de Terras, as famílias Colombi (lote 95) e Dondi, também cremonesas.

(Texto de Ari Lazzari, jornalista, bisneto de Pietro Ângelo Lazzari, radicado em Joinville – SC).

domenica 11 luglio 2010